Difícil é dizer qual a diferença entre ele e o inconveniente "spam", que lota a caixa postal e deixa lento o computador de mariana.
“Tem sobre coisas eróticas, tem coisas sobre compras... eu nem abro porque não vale a pena”, fala Mariana Balboni, gerente.
O "spam" é uma mensagem eletrônica não-solicitada, enviada em massa e, na maioria das vezes, com conteúdo comercial.
As características do e-mail marketing são parecidas, mas o objetivo é outro. Para as empresas não importa a quantidade de pessoas que receberam a mensagem; e sim a conquista de um cliente.
O primeiro passo é convencer quem recebe o e-mail que ali tem uma informação realmente interessante.
Para isso, as empresas de e-mail marketing acreditam que precisam seguir algumas regras, previstas em um código de auto-regulamentação. Uma espécie de manual de "bom comportamento".
O endereço de e-mail deverá identificar a empresa que está enviando a mensagem. O assunto terá de ser bem específico, como uma promoção.
Quem recebe um e-mail marketing deverá ter a possibilidade de excluir o próprio endereço eletrônico do mailing.
E as mensagens só serão enviadas para quem já teve algum contato anterior com a loja, fez uma compra, por exemplo.
O coordenador do comitê de e-mail marketing diz que o respeito às normas vai abrir um outro mercado consumidor.
“Eu consigo criar um relacionamento com o meu cliente, eu mensuro o perfil de comportamento dele. Não é uma coisa invasiva, é sempre com permissão, é uma conversa”, explica Walter Sabini, presidente do comitê de e-mail marketing.
O código ainda será aprovado pelo comitê gestor de internet. “Eu não acredito que a legislação vai poder evitar o mal que é provocado hoje pelo “spam”. É comportamental e se a legislação resolvesse todos os problemas comportamentais... não precisaríamos de cadeias, não é?”, declara Antonio Tavares, ex-presidente da Associação Brasileira de Provedores de Internet.
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